quarta-feira, 9 de junho de 2010

Novidades





Depois de um longo período de inatividade, esse blog será atualizado.
Na última vez que atualizei, minha vida estava muito, mas muito diferente do que está agora.

O motivo dessa mudança toda? Alguns mil Kms de distância.

Pois é querido leitores, estou agora em um país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza. Meu querido Brasil.

Na verdade, já faz um bom tempo em que estou em solo brasileiro, mais precisamente um mês. E nesse tempo já deu pra matar as saudades de tudo: comidinha brasileira, futebol, mengão, família e amigos.

Não tenho grandes novidades não, tá tudo naquela vidinha mansa e boa de férias.
O que tá tirando meu sono é a copa do mundo 2010. Não vejo a hora dessa copa começar. Quero ver todos os 64 jogos. Sei que é difícil, mas pelo menos uns 55 jogos eu garanto que vejo! Vai ser lindo!


O que aconteceu de realmente significante foi a minha GPA (nota) que saiu no meu primeiro semestre. Deus recompensou meu esforço e minhas horas de estudo e eu acabei o primeiro semestre com uma GPA de 4.1 . O máximo é 4.0, mas eu tive um A+ em história e consegui terminar o semestre com uma boa nota.
Segue abaixo o link da reportagem que saiu sobre mim no site da Georgia State University.


http://www.georgiastatesports.com/ViewArticle.dbml?SPSID=53564&SPID=5661&DB_LANG=C&DB_OEM_ID=12700&atclid=204947730


Ah! E também teve uma reportagem que saiu no Atlanta Journal Constitution, que é o maior jornal de Atlanta. A reportagem fala sobre a copa do mundo e o que ela significa para os estrangeiros (não americanos), já que ela não é muito valorizada nos EUA. Enfim, o acessor de imprensa da minha universidade sabia que eu era louco por futebol e me indicou pro escritor da matéria, que era amigo dele. Assim, ele me enviou um e mail com algumas perguntas e eu respondi, e ele usou essas respostas e outras de pessoas de outros países para fazer a reportagem. Ficou bem legal, vale a pena conferir. As partes que eu apareço estão em negrito pra quem ficar com preguiça de ler a matéria toda.


U.S. fans not as crazed as international foes.
Many countries shut down for the duration of the tournament.
By Steve Hummer / Staff


They were uprooted from some verdant soccer culture and transplanted in the red clay of Georgia, where touchdowns, not corner kicks, grow.
But listen to the voices of various Atlanta-based athletes from around the world as they exult in the coming of another World Cup.

Hear how the passion for soccer and its grand quadrennial celebration has survived the athletes' move to the American South.

And try to understand the depths a sport can reach, even without using its hands.


Soccer "is our origin, our people, our passion and our addiction." --- Lucas Santana, Brazil, Georgia State tennis player.

"[The World Cup] means people aren't going to work the day of games, and they definitely aren't going the day after (because of bone-buckling hangovers). Everything shuts down. It is like having a Super Bowl running every day for a 30-day period." --- Rob King, England, Kennesaw State women's soccer coach.

"It's like war. It is the best feeling ever when we win. All the national feeling comes out in you when your country plays." --- Johanna Rasmussen, Denmark, member of Atlanta Beat women's professional soccer team.

"When the World Cup was in Germany (2006), there was a euphoria. Everyone was really happy and everybody was glad to be German. It was the first time in long years you could actually have a German flag with you, or hang a German flag from your window without everyone acting really weird. The German people are scared of being patriotic." --- Shelley Thompson, Germany, Atlanta Beat.

The World Cup begins Friday at 10 a.m., when host country South Africa plays Mexico. There have been 19 of these soccer spectacles since 1930, but this is the first played in Africa.

"It is huge for South Africa's status. This is our exposure to the world, " said Kyle Scott, a Georgia Tech golfer by way of Johannesburg.

South Africa will hold the planet's gaze for the next month as 32 teams play down to one champion sure to be greeted back home as a world conqueror.

Yes, the United States is one of 32, a fully vested foot soldier in the great soccer conflict. Yet, there is not the widespread World Cup rapture here as in many other competing countries.

Being enveloped by the event, sharing it at a gut level with everyone in sight, that is an aspect the soccer expatriates sorely miss.

The U.S. actually will continue to do business during its World Cup games, unlike the countries they come from.

People will not take to the streets by the thousands or gather to watch on big screens in the public squares. Newspaper and television coverage won't be dominated by dispatches from the veldt.

"You do miss the buzz, because there is a constant one back home at the moment, " King said. "Here, if you bump into a soccer person, you get some of that. But it's not constant like in most of Europe."

A fortunate one, Santana returned last month to Brazil, largely to watch his country's pursuit of a sixth World Cup. No nation has won more, and it may be fairly argued that no nation enjoys the tournament more.

The Super Bowl is fairly large in this hemisphere, but seldom do you hear an American football fan put his passions on display like Santana, in an e-mail message from Brasilia: "The anxiety is higher and the patriotism increases. We feel that we are part of Brazil's team and we have the obligation to push Brazil to victory."

Georgia Tech tennis star Guillermo Gomez finished his NCAA obligations just in time to get back home to Spain, the betting favorite to win its first World Cup.

When Spain won the European Football Championship in 2008, Gomez said, the party was epic. "I can't imagine what it would be after winning the World Cup, " he said, dearly hoping to find out up close and personally.

For those left behind, surrounded by Americans who, at best, consider the World Cup a cute diversion, it will be a matter of doing the best they can to create an intense watching experience.

With a busy schedule this summer, Scott has pretty well counted himself out from following in depth how his country handles its hosting chores. Whoever thought golf could be an inconvenience?

King's family will break off from a Florida vacation pre-dawn on Saturday in order to drive back to Atlanta in time to watch the England-U.S. match with a small group of Anglophiles. He and his young son have their English jerseys --- with the distinctive three lion design --- all cleaned and pressed for the occasion. Attempting to sell a new team to the area, the Beat already has an overloaded plate. That won't keep team members, winless six games deep into the Women's Professional Soccer season, from spending their last bit of emotional capital on the World Cup.

The team is a United Nations in cleats, with a roster comprised of players from seven countries, every one in the World Cup.

They will be scrambling the next month to find countrymen with whom to share the matches. Monica Ocampo already has found a sizable Mexican fan base in Cobb County. But for players like Rasmussen or Ramona Bachman, discovering pockets of Danish or Swiss fans is more of a challenge.

The Beat at least will have each other to beat on. A certain amount of soccer trash talk already has commenced.

After a practice last week, Rebecca Nolin was instigating. "I'm typically English, so I don't want the Germans to win, " she said just loud enough for a certain Teutonic teammate to hear.

Looking back to see who else was in earshot, Nolin added, "I don't want the Swiss or Mexico or Japan --- I don't want any of them to win."

No matter how far he or she may be from home, the committed soccer fanatic will find a way to work up a decent World Cup froth.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Lucas, Pernalonga, Ana Luiza, Patolino e eu
Vitão, eu e Scott!
Eu e Vitão.
Atlanta
Hotel Hilton
Baltimore
O time todo em Baltimore!
Baltimore
Baltimore



Fala, galera, que eu tanto amo! Sei que receberei muitas críticas (merecidas). Afinal de contas, estou há mais de 3 semanas sem atualizar esse blog. Não vou me esconder atrás de desculpinhas de tempo, estudos e etc..Hehehe. Eu tive tempo, mas só que me deu uma preguiça generalizada nessas últimas semanas pra escrever no blog. Mas aqui estou eu de novo, com a energia renovada e pronto para contar-lhes um pouco do que está acontecendo com essa minha vidinha americana.

Calma, não vou escrever um texto gigante com todas as coisas acumuladas. Vou tentar lembrar só de algumas coisinhas importantes que aconteceram. Talvez deixe passar algumas coisas, mas como já dizia Leonardo Lessa: "O que não me vier à memória, é porque nem foi tão importante assim". Hehehehe.

Então, pessoal, o último dia que eu relatei aqui foi dia 11 de março. Porém, não vou falar dia por dia porque vai ficar muito longo e também porque eu não me lembro.

As aulas continuam as mesmas (Sociologia, História, CDLP e IEP) e, graças a Deus, minhas notas estão muito boas em todas as disciplinas. Na maioria das matérias, com exceção de Sociologia, que tem mais uns 2 trabalhos pra entregar, só falta a prova final pra acabar, porém é aí que a coisa pega, meu amigo. As provas finais são as que valem mais e as que têm mais conteúdo pra estudar, então já enxergo um horizonte sombrio pra essas últimas semanas de aula. Hehehe. Mas como vocês sabem "Depois da tempestade, vem a bonança". E a bonança vai ser umas merecidas férias de 3 meses e alguns dias nesse meu país maravilhoso, que cada vez eu amo mais. As melhores notícias acadêmicas são um 100 em um trabalho de Sociologia e um 20 de 20 na segunda prova de História. Tô fraco não, meu amigo, Cuquinha tá cada vez mais adaptado às aulas e aos estudos. Hoje em dia já consigo sentar numa cadeira e estudar 5 horas ininterruptas (quando necessário), coisa que jamais conseguiria no ano passado e que o Matheus não consegue até hoje. Hehehe. Além disso, estou conseguindo acordar com menos esforço. Não estou dormindo mais cedo e a média de horas que tô tendo de sono é de 6 a 7 horas por dia, mas já estou mais disposto pra acordar e começar mais um dia. Tudo bem que o índice de vezes que eu consigo acordar pra tomar café antes das aulas ainda é baixo, mas isso a gente releva. Já dizia a Bíblia: "Nem só de pão viverá o homem"; imagina de omelete, então. Hehehehe.

Vamos falar um pouco sobre a minha vida esportiva. Desde aquela viagem para Jacksonville que eu descrevi no último post, vários jogos já aconteceram e o time evoluiu bastante. Conseguimos vitórias importantes. Infelizmente, eu ainda estou jogando à base de remédio, mas o meu dedo já está bem melhor e o tornozelo idem. Nós jogamos mais 5 jogos e vencemos todos. Desses 5, eu só perdi 1, então meu saldo na temporada é excelente. Ganhamos de Lipscomb, Georgia Southern, Drexel, Delaware e James Madison. Esses últimos 3 times da lista acima são nossos rivais da Conferência, então os jogos contra eles eram importantes. No último jogo, que foi contra James Madison, a adrenalina foi lá em cima. Todos acabaram seus jogos e o placar marcava 3x3 e só restava eu em quadra. Resumo: Se eu ganhasse o jogo, o nosso time ganharia o confronto e tudo seria festa, alegria e paz, e se eu perdesse, o time perderia o confronto e só haveria sofrimento, dor e ranger de dentes. Hehehe. Tá bom, tá bom, eu sei que eu exagerei, mas a situação era de muita pressão. Mas graças a Deus, eu consegui ganhar o meu jogo e assegurar a vitória pra Georgia State University; foi muito legal a sensação de fechar um jogo tão importante. Dei até entrevista pro site da faculdade; falei mal pra caramba, mas tá valendo. Nosso próximo compromisso é o mais importante do ano: a Conferência lá em Norfolk, Virginia. Vai ser no dia 15 de abril. Torçam pelos Panthers, ou se vocês prefirirem, Panteras (sei que fica meio gay em português). Hehehe.

Então já falei da minha vida acadêmica e da esportiva, agora vou falar sobre lazer. Uma semana depois da viagem à Jacksonville, a irmã do Lucas Thomaz (meu parceiro de casa), veio visitá-lo. Foi muito legal, ela tem 15 anos, chama-se Ana Luiza e ficou uma semana aqui e só trouxe coisas boas. Chegamos um dia de noite depois das aulas (o primeiro dia dela aqui) e a cozinha tava irreconhecível. Parecia que tava brilhando. Ela tinha lavado toda a louça, organizado as panelas e tudo. Aquela cozinha antes era uma terra sem lei. Pena que a arrumação não durou mais de uma semana depois que ela foi embora. Hehehe. Precisamos de uma mulher aqui no nosso ap. urgente. No último dia dela aqui, a gente foi pro Six Flags que é um parque de diversões que tem aqui em Atlanta. O parque é muito legal, com certeza, o melhor que eu já fui (nunca fui pra Disney). Lá tem 9 montanhas russas, uma mais massa que a outra e várias outras atrações. Foi um dia muito bom, foi o primeiro dia de sol mesmo, aqui em Atlanta, até suei. Hehehe. Me lembrou muito férias, pena que no dia seguinte eu tinha aula =(. A notícia triste do dia foi que eu perdi meu celular em uma das montanhas russas, deixei ele no bolso e deve ter caído em um dos milhões de loops. Mas peguei um cel velho do meu amigo, comprei um chip e já estou de celular de novo. O novo número é (404) 271 0306.

Um belo dia, eu estava insatisfeito com o tamanho do meu cabelo e o Victor também estava insatifeito com o dele. Conclusão: decidimos um cortar o cabelo do outro. Porém, essa experiência não foi muito boa pra mim, porque eu cortei o cabelo dele com perfeição e ele me deixou parecendo um cogumelo. Sério, tava parecendo o Bozo. Assim sendo, insatisfeito com essa situação, resolvi cortar meu próprio cabelo e acabei fazendo um excelente trabalho. Depenei ele todo e no final fiquei até bonitinho. Hehehehhe. Então, a partir de hoje, só eu vou cortar o meu cabelo aqui nos EUA. Sei que essa história é inútil, mas como eu lembrei dela, resolvi compartilhar com meus queridos leitores. =).

Outro fato que merece ser comentado aqui é a minha "aventura" no aeroporto. Eu e o time estávamos embarcando pra Baltimore, onde realizaríamos 3 jogos. Aí, na hora do meu check-in, eu pedi pra mulher colocar um lacre de frágil na minha bolsa. Quando ela me perguntou o por quê, eu disse que havia raquetes na minha mala. Ela fez uma cara muita estranha e perguntou de novo:
-What have in your bag? (o que que tem na sua raqueteira?)
-Just rackets (Só raquetes)
Ela fez uma cara estranha e me perguntou o porque de eu estar levando "racket" e eu disse que precisave delas pra jogar. Ai ela chamou o supervisor e disse:
-He has rackets in his bag. (Ele tem raquetes na mala).
Eu tava meio perdidão, aí o supervisor fez uma cara de espanto e foi falar com meu técnico que estava um pouco afastado de mim. Aí eles conversaram e terminaram a conversa rindo e eu sem entender nada. Depois que eu descobri que a minha pronúncia de "racket" tava errada e eu estava falando como se fosse "rocket", que significa foguete. Conclusão: Eles pensavam que eu iria explodir o avião. Heheheh. Imagina o perigo, falar de foguete em um aeroporto americano. Só eu mesmo. Ainda tive que aguentar a zuação do time todo depois, virei motivo de piada até do Victor que tem um inglês bem pior que o meu. Hehehe. Acontece, né?

Na segunda passada eu recebi a notícia de que teria que ir em um etiquet dinner (jantar de etiqueta), nem sabia direito o que era isso, mas minha presença era obrigatória e com traje social. Peguei a roupa do Lucas Thomaz (fiquei muito estiloso) e fui lá pro jantar. Depois eu fiquei sabendo que esse jantar era pra ensinar etiqueta, como se portar à mesa e ser educado em um jantar importante. Eles disseram que como atletas e representantes da Georgia State University, nós deviamos nos apresentar bem em qualquer lugar para representar a GSU da melhor forma possível. Tinha atleta lá de tudo que era tipo e antes do jantar teve uma palestra (muito chata) sobre todas as regrinhas e norminhas que nós devemos saber em um jantar importante. Aquelas coisas de como usar os 3 garfos, 2 facas e 2 colheres que você tem à sua disposição, os sinais que você tem que saber fazer em um restaurante e várias outras coisas bem inúteis. A noite foi até legal, tirando o fato de que a comida era uma porção irrisória. Fazer o que, né? Conhecimento é conhecimento. Eu lembrei logo da tia Andréia, ela ia se realizar em um jantar desses. Hehehe.

A melhor coisa que aconteceu nos últimos meses aqui foi certamente a visita dos meus queridos pais e do tio Beto e tia Deise. A saudade já tava sufocando demais e essa visita deles, mesmo que só por 1 dia e meio, valeu muito à pena. Eles chegaram aqui no sabado de manhã e eu fui busca-los no aeroporto de Atlanta de metrô. Foi muito bom quando a gente se encontrou, não tem nada melhor que a família, ainda mais se tratando desses pais maravilhosos que eu tenho. Quem pensa que pelo fato de só termos um dia e meio junto nós fizemos pouca coisa está enganado. Alugamos um carro no aeroporto e fomos dar entrada no hotel Hilton. Depois disso, apesar do cansaço da tia Deise e da minha mãe, fomos conhecer o museu da Coca-Cola aqui em Atlanta e o Aquário que é o maior do mundo. O museu da Coca-Cola foi bom, mas o aquário foi muito melhor. Poucas vezes vi uma coisa tão bonita. O lugar é muito mágico e valeu muito à pena conhecer. Depois desse passeio, a tia Deise e a minha mãe estavam exaustas e fomos descansar um pouco no hotel. A tia Deise só pareceu recuperar as energias quando a gente falou em fazer compras. Hehehe. À noite ainda fomos em uma vizinhança brasileira que tem aqui em Atlanta e comemos em uma padaria brasileira que tinha coxinha e tudo. Domingo, depois de ter dormido no meio do meu pai e da minha mãe, relembrando a infância (hehehe), fomos pra igreja que eu tô frequentando aqui em Atlanta. Depois fomos comer numa churrascaria brasileira; de verdade, quase chorei de emoção quando eu vi aquela picanha na minha frente. Pude relembrar o tanto que a comida brasileira é melhor do que a americana. Só lembrei da comidinha da Sandrinha e da vovó Anna. E assim chegou ao fim a visita deles. Foi muito importante pra recuperar as energias, lembrar um pouco dessa minha vida maravilhosa que eu tenho me esperando em Brasília e ganhar um fôlego extra pra essas semanas finais de aula.

Então pessoal, isso foi basicamente o que aconteceu de mais importante nessas últimas três semanas de ausência bloguísticas. Espero que o texto não tenha ficado muito grande e desconfortável de ler. E lembrem-se: daqui a pouco o Cuquinha tá de volta pras suas merecidas férias. A saudade tá batendo muito forte de todos vocês. A todo momento estou lembrando de cada um de vocês e relembrando os momentos memoráveis que passamos juntos. É incrível como eu passei a dar muito mais valor a coisas simples, como amizade, companheirismo, família e etc... Tô com muita saudades dos meus irmãos. Pude perceber aqui o tanto que eles significam na minha vida. Vou encerrar por aqui essa atualização, mas vou deixar com vocês o texto que eu escrevi no começo do semestre aqui mesmo nesse blog sobre saudade. É exatamente assim que eu sinto em relação a cada um de vocês. Saibam que vocês valem muito à pena.

Saudade

Nunca tinha sentido isso antes. E nunca ninguém conseguiu me descrever exatamente como era esse sentimento. É um vazio momentâneo, uma solidão passageira, mas uma falta constante. Confuso, né? Realmente é difícil descrever essa tal de SAUDADE.
Em meus devaneios constatei que saudade não é uma coisa ruim, ao contrário do que outros dizem, mas também não posso dizer que é boa. Resumiria que é uma realização pessoal em saber que valeu à pena. Sei que não estou sendo claro, mas o que eu tô sentindo agora é longe de ser descritível.

Percebi também, que a saudade é a arte de fazer da sua memória sua melhor amiga. E é nela que me conforto todos os dias nos quais o coração aperta, felizmente tenho nela o refúgio precioso que tanto preciso em tempos assim. Pode ser meio contraditório, mas a memória é o veneno e o antídoto. Ela fere, mas também cura. Ela maltrata, mas também alivia. Imagina se eu não tivesse bons momentos guardados na memória; provavelmente não sentiria saudade de nada, afinal de contas, eu só sinto saudade daquilo que me faz falta. Será que valeria à pena? Será que esse aperto no peito vale o preço de uma vida vazia? É claro que não. Como é bom saber que eu tenho muitos motivos pra sentir saudade, como é bom olhar pra trás e saber que nada foi em vão, que tudo de fato aconteceu.

Não é minha intençao descrever aqui o que é saudade, seria muito ousadia minha. O que aqui está escrito são palavras soltas baseadas em sentimentos e sensações. O que posso concluir é que saudade dói muito, mas é uma dor gostosa de se sentir. Então, se você já sentiu saudade, se tá sentindo agora, ou se um dia vier a sentir, saiba que você é um grande sortudo, pois um dia você teve algo ou alguém que valeu à pena!!!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Interagindo com o americano!!!
Ê, vidinha boa!
Eu e Vitão!!!

Hotel !
Frisbee!
Olha a ginga!
Koinonia! Hehehe
Ê, saudade dessa redonda!
Galera no mar!
Eu, Juan Pablo, Victor, Will, Spinks e Henry.
Vista da varanda!
Praia de Jacksonville!


Atualizei mais rápido para que não fique um texto muito extenso! Mas não se acostumem, é só um presentinho de Spring Break!!!

Segunda, 8 de março

Hoje começou o Spring Break (feriadão de 1 semana), e o nosso time vai pra Jacksonville, Flórida, amanhã (terça). Vamos jogar contra duas universidades e aproveitar um pouco pra curtir o tempo livre em uma cidade mais quente. Jacksonville parece ser bem legal, cidade de praia, turística, tem tudo pra ser uma boa viagem.

Hoje acordei às 9 horas porque o time tinha treino às 10 e 30. Comi o resto de sucrilhos que eu tinha e fui pro treino. Eu não treinei (já estava programado), mas fui lá ficar com o time pra não parecer que eu não tô nem aí. Fiquei na internet de bobeira esperando o treino dos moleques. Meu tornozelo acordou melhor, mas ainda tá inchado e o meu dedão da mão tá a mesma coisa. Então, o treinador fez uma programação pra mim na qual eu sou liberado de quase todos os treinos, mas não dos jogos. Isso me daria tempo de descansar e não prejudicaria o time. O problema é que eu preciso estar treinado para jogar bem , mas também não posso forçar minha lesão nos treinos. Só consigo jogar com remédio pra dor e não faz sentido tomar remédio pra treinar. Não sei como vai funcionar isso, mas tô me achando parecido com o Adriano, só treino quando quero, hehehe. Não sei se essa é a melhor opção, mas o técnico não quer me liberar dos jogos de jeito nenhum e eu não posso agravar muito minha lesão, então por enquanto vamos empurrar isso com a barriga.

Depois do treino, eu e Victor almoçamos no Burger King e fomos pro Bank of America porque ele precisava abrir a conta dele e eu precisava pegar meu cartão de débito.

Depois disso fomos pra casa e literalmente não fizemos nada a não ser morgar na internet, e arrumarmos a mala pra viagem de amanhã. Pra não ser injusto, tenho que destacar que conversei com o Yale pelo Skype, o menino tá parecendo um etezinho com aquele cabelo raspado, mas foi bom conversar com você, Yale. Hehehe. Falei também com o Digão safado e o Gutinha fogoso, no MSN. Foi muito divertido, senti saudade desse moleques. Gutinha mais engraçado que nunca. Falei também com o Teu e assisti milhares de vídeos, ouvi milhares de músicas, vi milhares de fotos no Orkut. Resumindo: que dia produtivo eu tive, viu? Hehehe.


Terça, 9 de março

Quando acordei hoje, só tive tempo de tomar um banho e terminar de arrumar as minhas malas porque partiríamos rumo à Jacksonville, Flórida às 10 horas da manhã. Cheguei à van 10 minutos atrasado e todos já esperavam por mim. Fiquei com vergonha, hehehe.

Foram 6 horas de viagem até Jacksonville, não foi nem um pouco confortável, mas consegui dormir um pouco e tinha meu Ipod pra me distrair. Assisti a um filme no meu laptop também: "O menino do pijama listrado". Juro que esse filme me deixou muito mal, até triste. É espantoso ver a maldade daquele regime nazista, e é pior ainda saber que tudo o que se passa nesse filme e até mais, de fato aconteceu. E ainda por cima, tive que aturar o Victor, que é o moleque com mais energia que eu já conheci, tentando traduzir e ensinar a música " Toda vez que eu chego em casa, a barata da vizinha tá na minha cama". Hehehehe. Foi definitivamente uma das cenas mais bizarras de todas.

Só consegui me animar quando cheguei no hotel. E que hotel! (fotos acima). Na beira da praia, piscina, jacuzzi e uma vista sensacional. Lembrei tanto de Guarajuba! Que saudade da praia. Nem deu pra aproveitar a praia hoje porque tivemos que sair pra treinar e voltamos tarde. Jantamos num restaurante muito bom de frutos do mar, pedi um fettucine com camarão, peixe e ostra num molho apimentado muito gostoso (tudo de graça).

Depois fiquei de boa na net, falei com meus pais pelo Skype e nada mais. Amanhã temos jogo às 10 da manhã e às 7 e 15 tem que tá todo mundo no café da manhã. Meu dedão e meu tornozelo ainda me incomodam. Vamos ver como estarão amanhã.


Quarta, 10 de março

Acordei às 6:40 e às 7:20 tava no café da manhã. Depois partimos rumo à Jacksonville University pra jogar exatamente contra Jacksonville University, hehehe.

O técnico comprou o remédio pra aliviar a dor e me deu. Tomei os mesmos 5 comprimidos da última vez e enfaixei meu tornozelo pra dar mais firmeza e evitar danos maiores, e a mão pra aliviar o impacto com a raquete.

Ganhamos o ponto de duplas. Eu ganhei meu jogo jogando com o Spinks como parceiro por 8x4. Depois ganhei minha simples também, por 6x4 e 6x1. Não joguei bem, mas fui eficiente pra ganhar. O cara que eu joguei era brasileiro também, moleque gente boa. Meu dedão, por efeito do remédio não me incomodou, já meu tornozelo me limitou em alguns movimentos, mas nada preocupante. O nosso time acabou vencendo o confronto por 5x2. Agora estamos com 8 vitórias e 5 derrotas. Já eu estou com 8 vitórias e 3 derrotas na temporada.

Depois de lá, almoçamos e voltamos pro hotel pra curtir o resto do dia, isso era por volta das 2 e 30 da tarde. Foi um dia muito divertido. Todo mundo foi pra praia, mas o problema era que os americanos só queriam jogar Frisbee; coisa mais chata ficar jogando o frisbee um pro outro. Enquanto isso eu e Victor estávamos com a bola de futebol, os golzinhos arrumados (com chinelo) e chamando a galera pra jogar aquele futezinho. Imagina a vontade que eu tava de jogar bola, fiquei correndo com a bola dominada driblando jogadores invisíveis na areia só pra matar a saudade, hehehe. Até que finalmente conseguimos convencer os moleques a virem jogar bola. Separamos o time: Eu de um lado, Victor do outro; Juan Pablo (equatoriano) de um lado, Henry (francês) do outro; e Spinks (americano) de um lado e Will (americano) do outro. No final os times ficaram assim: eu, Henry e Will contra Victor, Juan Pablo e Spinks.
Foi muito divertido, os americanos são muito desengonçados, é até engraçado, mas deu pra dar uma suadinha e matar a saudade da bola. Percebi que ainda estou em forma e que futebol não se aprende na escola, nasce-se com o dom !!! Hehehehe.

Depois fomos todos pro mar, com exceção do Victor, que é uma bichinha, e tava com medo de ficar doente. A água estava muitoooooo gelada. É a mesma sensação de entrar numa banheira de gelo, mas depois se acostuma. Foi bom tomar um banho de mar pra dar aquela boa energizada. Em seguida, fomos todos pra jacuzzi do hotel, que estava simplesmente sensacional. Parecia Caldas Novas, tava muito quente e ainda tinha hidromassagem. Ficamos lá por uma hora e depois cada um foi pro seu quarto pra se arrumar pra jantar.

A má notícia foi que o técnico marcou o jantar na mesma hora do jogo do Mengão na Libertadores. Levei meu laptop, mas no restaurante que a gente tava não tinha wireless, então fiquei acompanhando o placar pelo Blackberry do Juan Pablo. Uma bosta ficar sem ver o jogo viu; consegui ver só os 10 minutos finais quando chegamos ao hotel; ainda peguei o gol do Rodrigo Alvim. Excelente vitória e 100% na Libertadores.

O restaurante que a gente comeu era muito bom, pedi uma costela muito boa, só o feijão que era meio estranho, um pouco doce, sei lá. Saudades do feijão preto da vovó Anna. Mas foi tudo muito bom. A melhor coisa aqui nos EUA é o refil, em todo lugar que você vai a bebida é refil, isso faz toda a diferença.

Amanhã temos jogo às 2 horas, mas tem uma forte possibilidade de chuva, então o horário está meio em aberto. Vamos esperar pra ver o que acontece.


Quinta, 11 de março

Como esperado, a chuva caiu bem cedo em Jacksonville e logo recebi um telefonema do técnico avisando que o confronto havia sido cancelado e que às 10:30 da manhã estaríamos voltando pra Atlanta.

A viagem foi longa, porém tranquila. Aproveitei o tempo pra assistir 3 episódios da quarta temporada de Prison Break. Tá muito bom. Depois paramos pra almoçar no Chick-Fill-A, que é um lugar que vende uns sanduíches de frango muito bons e seguimos sem mais problemas até Atlanta.

Cheguei em casa por volta das 5 horas da tarde. Aproveitei pra falar com meus pais pelo Skype e contar as novidades. Conversei também com o Luiz, a Cíntia e o Yuri lá de Vila Velha, foi muito legal.

Obs: As fotos da viagem estão disponíveis acima! Abraços.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Buckhead church (louvor)
Buckhead Church vista de fora
Acidente aqui na rua do noss ap.
Fotinha que a July tirou na Europa. Te amo July!!!
Essa foto me deixou emocionado, que saudade eu sinto disso aí!!!


Desculpem-me a demora, deixei acumular muita coisa e o blog foi prejudicado por causa disso, vou tentar atualizar mais frequentemente. Fiz um compacto dessas duas últimas semanas. Abraços.

Finalmente uma semaninha relax.

Segunda, 22 de fevereiro

Tive minhas aulas de História e de IEP, nada de novo, almocei e fiquei a tarde inteira no Learning Lab. Hoje era nosso day off de treino, então aproveitei pra matar as horas no Lab. Diferentemente das outras semanas, essa não vai ser muito puxada, não tenho nenhum trabalho e nehuma prova pra entregar. Por isso tive uma tarde no computador vendo Globo, Orkut, Hotmail e falando com meus amigos no MSN. Típica tarde de Matheus, hehehehe. Sei que as más línguas vão dizer: "Agora é hora de você agilizar seus trabalhos pra não ficar sobrecarregado depois", mas eu realmente precisava de uma tarde completamente " toa-toa".

Recebi uma notícia muito ruim: tenho exame anti-dopping amanhã às 6 da manhã. Isso vai ferrar com meu sono.

Terça, 23 de fevereiro

Às 5 e 30 da manhã já tava de pé pra ir pro exame anti-dopping. Quer dizer, meu corpo tava lá , mas minha cabeça ainda estava na minha cama e no meu travesseiro. O exame consistia em urinar em um copinho, só isso. Mas mesmo assim os caras marcam essa bosta pras 6 da manhã. Se teve um lado bom nisso foi que eu pude tomar café depois do exame. Agora que eu já estava acordado, não custava nada ir tomar um bom café (omelete) na cafeteria. Fazia mais de uma semana que eu não tomava café. Sempre preferia dormir 30 minutos a mais, hehehe. Mas hoje eu pude voltar a sentir o gosto daquele omelete delicioso. Vou me programar pra voltar a tomar café.

Depois fui direto pra minha aula de Sociologia e CDLP. Resultado: dormi na aula de Sociologia inteira. Tava copiando o quadro e simplesmente apaguei em cima do meu caderno. Primeira vez que acontece isso, mas paciência, né? Todo mundo tá sujeito a isso! Hehehe.

Saindo de lá fui pro Locker Room e tirei uma cochilada de 2 horas no sofázinho, acabei perdendo a hora do almoço e fui pro treino sem almoçar. No treino, minha mão tava bem ruim, nem consegui bater forehand hoje, fiz um treino só de backhand (doía menos); fiquei bem preocupado porque sábado temos um jogo bem importante e parece que a minha mão não vai melhorar até lá. Hoje voltamos a fazer condicionamento físico pesado, muita corrida e escadaria...

Fui pra fisioterapia, fiz meu tratamento com ultra-som e gelo, jantei, tive tutoria e fui pro ap. ficar de bobeira.

Quarta, 24 de fevereiro

Tive minha aula de História e tive uma excelente notícia: tirei 9 de 10 no meu trabalho de História, fiquei feliz demais com essa nota, ralei muito pra entregar esse trabalho a tempo. Tive depois IEP e fui pra fisioterapia me tratar. Quando cheguei lá, tinha uns 6 fisioterapeutas conversando sobre o meu problema, foi engraçado, quando eu cheguei lá, eles viraram pra mim e falaram:
-Só falar nele que ele aparece!
Eles me disseram que marcaram uma consulta com um médico ortopedista pra amanhã porque estavam preocupados com o meu problema na mão. Disseram também que estavam com medo de ser alguma coisa no osso e era melhor ver isso logo. Fiquei preocupado, mas ir ao médico era realmente a melhor coisa a fazer.

Depois de lá, aproveitei um tempinho que eu tinha e fui lá no Bank of America pra abrir minha conta de estudante no banco, é sempre bom ter um lugar seguro pra guardar o dinheiro. Fui lá, enfrentei fila e quando fiquei cara a cara com o gerente pra abrir minha conta, me senti muito independente. Já tenho tudo, menos o dinheiro, hehehe.

Hoje o treino foi bem ruim, minha mão tava bem sensível em relação à dor e o técnico preferiu me tirar do treino e esperar o veredito do médico amanhã, então fiquei só assistindo o treino do pessoal, só voltei na hora do condicionamento físico. =(

À noite já tinha me programado pra acompanhar a estréia do Mengão na Libertadores, ia assistir na biblioteca porque a conexão lá é boa e o Learning Lab ia fechar mais cedo hoje. Joguinho muito tenso, estréia é sempre complicada, e pra piorar, o nosso maior ladrão de bolas é expulso com 2 minutos de jogo. Uma derrota na estréia seria uma catástrofe. Mas o time respondeu bem, jogou com muita raça, colocou o coração na ponta da chuteira e conseguiu uma bela vitória por 2x0. Não foi um jogo brilhante, mas o brilhantismo estava todo no pé do Léo Moura. Que partida que ele fez!

Quinta, 25 de fevereiro

Aulinha de Sociologia e depois de CDLP. O destaque positivo foi a minha nota no trabalho de Sociologia: tirei 97. Modéstia à parte, eu mereci essa nota, meu trabalho tinha ficado muito bom e ainda por cima passei muito tempo fazendo ele. Essa nota me dá uma tranquilidade maior.

Depois tive a minha consulta com a médica ortopedista. Ela falava muito rápido e eu não entendia quase nada, só entendia os gestos, hehehe. Ainda bem que foi uma fisioterapeuta da GSU comigo. A boa notícia é que não é nada com o osso. A má notícia é que foi detectada mesmo a tendinite e o local já estava muito sensível e inflamado, por isso teria que parar de treinar e jogar pelos próximos 5 dias, no mínimo. Infelizmente, isso inclui o nosso jogo contra a Georgia Tech, um dos mais importantes do ano porque se trata de uma rival de Atlanta e uma das 30 melhores do país, Seria um grande teste, mas infelizmente não poderei jogar. Coloquei uma tala pra imobilizar o dedão e o tratamento é fisioterapia intensiva todo dia.

Chegando à universidade, a médica deu a notícia pro técnico e ele não ficou nem um pouco feliz. Cheguei até a pedir desculpa, mas ele disse pra eu não me preocupar porque a lesão não era culpa minha.

De qualquer jeito fui pro treino porque ainda dava pra fazer condicionamento físico. Ficava esperando todo mundo terminar de treinar pra depois entrar na parte do condicionamento. Muito tedioso. Pelo menos dava pra dar uma dormidinha.

Sexta, 26 de fevereiro

Tive a aulinha de História (a prova é na semana que vem) e depois IEP que tá ficando cada vez mais chata. Tô perdendo a paciência pra essa matéria. Muito dever de casa.

Fiz meu tratamento na fisioterapia à base de ultra-som, gelo, parafina e etc. Aqui é impressionante a atenção que eles dão pra você na fisioterapia. Tem todo o cronograma do seu tratamento, a evolução e talz. Eles fazem o possível pra que você volte à ativa o mais rápido possível.

À tarde fui pro treino, e fiquei vendo o jogo do tênis feminino da faculdade. Elas ganharam. Aí fiz meu condicionamento físico e fui pra casa relaxar, usar a internet e aproveitar o último dia dessa semana "light".

Sábado, 27 de fevereiro

Dormi até tarde e fui com o time almoçar e se preparar pro jogo contra a Georgia Tech. O jogo foi na Georgia Tech e a estrutura deles é sensacional; o campus é muito bonito e as instalações são de primeiro mundo. Tá explicado porque eles são top em quase todos os esportes. Fiquei com muita vontade de jogar, mas infelizmente meu dedão ainda estava ruim.

Perdemos o ponto de duplas disputado e depois perdemos as 6 simples. Acabamos tomando 7x0. Mas o placar não diz o que foi o confronto. Tudo bem que eles mereciam ganhar, mas podia ser mais equilibrado. O Victor perdeu no tie break do terceiro set, o Jackson perdeu no terceiro set também e o Calvin teve que abandonar o jogo quando ganhava de 3x1 no primeiro set porque ele acabou pisando errado e estirou o tendão do joelho, deve ficar fora por um tempo. Obviamente, o técnico não gostou nada do resultado, mas pediu para que levantássemos a cabeça e pensasse no próximo jogo.

Depois ele me chamou individualmente e disse: "Se recupera logo que nós precisamos de você no próximo jogo". Pressão hein, vamos ver se acelero a recuperação e consigo jogar no próximo sábado contra Winthrop University.

À noite, a gente saiu pra uma festa na casa do time de um moleque do futebol, mas a festa tava ruim e a gente voltou rápido pra casa e ficamos nisso mesmo.

Domingo, 28 de fevereiro

Acordei tarde mais uma vez e fiquei morgando no ap. vendo milhões de coisas na internet. Almoçamos no Mc, fomos pro Lab matar umas horinhas, e só. Nada demais aconteceu nesse domingo, foi o último dia de descanso antes da semana pesada que está por vir.

Segunda, 1 de março

Mais uma semaninha começando, e essa promete ser bem corrida. Tenho duas provas: de Sociologia e de História (essa última vale 20% da nota final). Tive minha aula de História e depois IEP, nada demais.

Depois fiz meu tratamento na fisioterapia; meu dedão tá melhorando, o técnico quer que eu volte a treinar amanhã, mas não sei se vai dar. Tô fazendo de 2 a 3 tratamentos por dia e ainda tô pondo gelo em casa. À tarde teve treino do pessoal e enquanto isso eu fui pra pista de corrida pra ficar fazendo condicionamento físico. Acho que preferia estar treinando, viu? Aí aproveitei o tempo livre pra ler um pouco de História. Fiz o seguinte planejamento: vou estudar hoje (segunda) pra História, terça e quarta pra Sociologia, faço a prova de Sociologia na quinta de manhã, estudo na quinta pra História e, finalmente, faço minha prova de História na sexta de manhã. Depois é só relaxar e curtir o Spring Break (feriado de uma semana toda, que é a semana que vem). Lembrei desse versículo: "Depois da tempestade, vem a bonança". Então vamos ralar bem essa semana, tirar boas notas e depois curtir o Spring Break.

À noite fiz minha horas no Lab, já estudando pra História e voltei pra casa pra estudar mais. O ruim foi que o estudo não rendeu: lia, lia e não entrava nada na minha cabeça. E pra piorar, ficava pescando toda hora. O gene da Kátia tá começando a aflorar em mim. Motivo de preocupação.

Terça, 2 de março

Tive aulinha de Sociologia de manhã, teve uma pequena revisão pra prova nos 30 minutos finais de aula. Depois a aulinha de CDLP foi tranquila. Tive minha reunião com a minha tutora e depois academia.

De repente começa a nevar na faculdade e o treino é cancelado. Fiquei feliz porque ganhei um dia a mais de descanso pro meu dedão recuperar melhor. Me programei pra passar a tarde no Learnig Lab estudando e de quebra já garantir umas 4 horas. Mas aí a neve piorou e a universidade fechou às 3 da tarde por causa do tempo. Eu fiquei tão indignado, mas tão indignado que vocês não fazem idéia. Tive que ir pra cafeteria, que era o único lugar que estava aberto e fiquei a tarde toda estudando e comendo de vez em quando. Pra não ser mentiroso, confesso que parei um pouco o estudo pra ver um pouco do jogo Brasil e Irlanda, porque ninguém é de ferro. Gostei do jogo, a seleção tá bem, mas tenho que dizer: "Dunga, leva o Ronaldinho Gaúcho, por favor!"

Voltei pra casa e estudei mais um pouco pra Sociologia. Li e estudei 30 páginas do livro hoje e planejei ler e estudar as outras 30 páginas restantes amanhã. Recebi um e-mail de uma colega da aula de História dizendo que ela tá marcando um grupo de estudo pra estudar pra prova de sexta. Como eu já disse anteriormente, essa prova vai ser importantíssima porque vale 20% da nota final, então o grupo de estudo seria ideal pra estudar e tirar dúvidas. O problema é que o grupo se reuniria amanhã (quarta), de 7 e 30 da manhã às 9, e sexta-feira antes da prova no mesmo horário, e eu estava indo dormir hoje perto de 2 da manhã estudando pra Sociologia; imagine como seria difícil acordar às 6 e 30 pra ir pra um grupo de estudos...

Quarta, 3 de março

...Mas eu consegui, hehehe. Claro que foi aquela batalha intensa pra sair da cama, tive que tomar um banho pra acordar, mas às 7 horas tava saindo de casa. Ainda consegui passar na cafeteria e comer um omelete antes de ir pra biblioteca. Cheguei 10 minutinhos atrasado. Quando cheguei na sala percebi que só havia 4 meninas lá, com certeza os outros não tiveram disposição pra acordar tão cedo. Então ficamos eu e as meninas, hehehe. No começo tava difícil de entender o que elas tavam falando, elas falavam muito rápido e ao mesmo tempo, e por um momento pensei: "O que que eu estou fazendo aqui?", mas depois uma virou pra mim e perguntou: "Por que você está tão calado?", aí eu respondi: " É que eu não tô entendendo direito a matéria, nem o que vocês estão falando." Depois disso elas começaram a falar mais devagar e a serem mais explicativas, e o estudo começou a render pra mim. Foi um bom começo. Depois, uma disse que ia me mandar por e-mail um resumo de tudo que eu precisava saber pra prova, isso pode ser útil.

Saindo de lá, fui pra aula de História e depois de IEP. Em seguida, almocei e fui pra fisioterapia. A Kristie (uma das fisioterapeutas) tinha pedido pra eu passar lá antes do treino pra fazer um aquecimento na mão e colocar uma bandagem especial pra proteger um pouco mais a mão do impacto da raquete com a bolinha.

O treino não foi tão bom, percebi que minha mão não estava 100% curada e ainda me incomodava em vários movimentos. No final do treino ela estava doendo de forma considerável. Depois do treino, voltei pra fisioterapia pra mais tratamento e avisei que tinha sentido dor pra treinar e eles disseram que já estavam esperando por isso e que era pra continuar o tratamento.

À noite foi estudo atrás de estudo. Li o que faltava de Sociologia e depois fiquei revisando e estudando todo o conteúdo da prova. Só fui dormir às 2 e 30 da manhã, quando meu corpo e mente não aguentavam mais. Tomara que esse esforço seja recompensado. =)

Quinta, 4 de março

Acordei às 6 e 30, tomei meu banho pra despertar e fui tomar café da manhã. A fila do omelete tava grande porque o pessoal do futebol americano tinha acabdo de chegar do treino, então tive que comer outra coisa lá. Acreditem se quiserem, mas o pessoal do futebol americano treina às 5 e 30 da manhã. Parabéns pra eles, são heróis, hehehehe.

A prova foi bem difícil: 50 questões de múltipla escolha. Eu estava bem preparado, mas cairam muitos dados estatísticos que eu não me lembrava muito, tipo: "qual o índice de pobreza entre os afro-americanos nos EUA? 3%, 9%, 15% ou 20%?" Sei lá né, tive que ir no chutômetro. Não acredito que fui mal na prova, mas não vai ser uma nota tão boa.

Depois tive aula de CDLP e tutoria. Foi bom que minha tutora estudou um pouco comigo pra minha prova de História amanhã. Tem muita matéria pra estudar pra essa prova, hoje será uma longaaaaa noite de estudos.
Fiz minha sessão de fisio e fui pro treino. Mais uma vez senti a mão e comecei a ficar preocupado. Tenho jogo no sábado e o técnico conta muito comigo pra esse jogo. Ainda não sei o que vou fazer.
À noite foi só estudo. A boa notícia foi que recebi o resumão que minha colega do grupo de estudo disse que me enviaria. Esse resumo me facilitou muito a vida, me poupou muito tempo e direcionou mais meu estudo pras coisas importantes. Fiquei mais de 6 horas estudando naquela noite, fiz o resumo do resumo com as minhas palavras e fiquei memorizando datas, nomes e fatos. Essa prova é muito difícil porque não é múltipla escolha. O professor dá os tópicos e você tem que falar sobre eles basicamente usando: "quem, quando, onde, o que, e por que é historicamente significante". É uma droga essa prova. Fiquei decorando tudo até às 3 da manhã e amanhã tenho que acordar às 6 e 30 pra conseguir chegar na hora no meu grupinho de estudo antes da prova. O que um homem em desepero não faz, hein?

Sexta, 5 de março

O grande dia chegou. Acordei às 6 e 30, comi meu omelete e fui pro grupo de estudos. Hoje apareceram mais 3 pessoas e ficamos estudando tópico por tópico e fazendo as últimas memorizações pra prova. Eu estava me sentindo extremamente preparado pra essa prova. Saberia dizer quem, onde, quando, o que, e por que é historicamente significante, de todos os tópicos que o professor nos mandou estudar. Tava muito animado pra prova.

Infelizmente, nem tudo correu como o esperado. Eu acabei me atrapalhando com o tempo. A prova era de 50 minutos, e eu não consegui fazer tudo em 50 minutos. Fiz a grande parte da prova, mas faltaram algumas coisas. O meu maior problema foi que eu sabia tanto sobre os tópicos que acabava escrevendo muitos detalhes e isso me fez perder tempo pros tópicos finais. Mesmo assim, fiz uma boa prova, mas fiquei frustrado porque sei que poderia ter ido melhor. Fica o consolo de que estudei muito e fiz meu melhor. Depois da prova, mandei um e-mail pro professor de História explicando a situação, falando que eu demoro um pouco mais pra escrever do que os outros, por ser estrangeiro e talz. Ele me respondeu dizendo que aceita meu argumento e vai considerar isso na hora da correção da minha prova. Fiquei mais animado depois disso. Quando ele vir que eu sabia muitos detalhes, ele vai perceber que eu estudei muito pra prova. Tomara!!! Torçam aí!

Depois tive IEP, vamos ter um trabalho que você tem que entrevistar alguém e isso vai dar muito trabalho, não quero nem pensar.

O treino foi um desastre hoje, nem conseguia mais bater com direita, cada vez mais que eu treino, mais minha mão vai piorando. Não sei o que eu vou fazer amanhã, eu tenho que jogar, mas as minhas condições vão ser precárias.

Voltei pra minha fisioterapia, eles disseram que o que eles podem fazer por mim é aquecer a mão antes do jogo e me dar um remédio que iria mascarar a dor. Vamos ver se vai adiantar.

À noite eu fiquei mais de bobeira, fazendo gelo em casa, mexendo no pc e etc, mas o que me deixou muito feliz foi que eu falei com a Bruna no Skype. =) Foi tão legal, ficamos mais de 50 minutos pondo a conversa em dia, contando as novidades, os segredos, hehehe; ainda falei com o tio Adinor, com a tia Déia, com o Digo e a Amanda; pude ver como ficou a reforma do ap. deles e etc. Enfim, foi muito legal e eu fiquei muito feliz de poder rever esse povo todo. Bruninha, amo você viu, e todos os Bedritchuks!!!

Sábado, 6 de março

Dia do grande jogo, acordei com a minha mão ruim do mesmo jeito. Não sei porque, mas tava esperando um milagre no qual minha mão acordaria curada, hehehe. Não aconteceu. Fui à fisioterapia antes do jogo e fiz uns trabalhos lá de aquecimento e tomei incríveis 5 tabletes de um remédio que alivia a dor uma hora antes do jogo, era minha última esperança.

Incrívelmente, na hora do jogo não senti nada na mão, podia bater normalmente que não sentia nada. Sabia que era efeito do remédio e que eu não estava curado, mas fiquei feliz de poder competir em boas condições. Nosso time perdeu o ponto de duplas, eu perdi com o Spinks por 8x6; depois entraram as 6 simples nas quadras.

Nosso time tinha que ganhar 4 dos 6 pontos em disputa pra vencer o confronto. Difícil, mas nada impossível, o time deles era bom, mas ganhável. Comecei o jogo mal, jogando de forma muito defensiva e o cara comecou a controlar o jogo, batia forte dos dois lados e tava dificultando muito pra mim. Logo já estava perdendo o primeiro set por 5x2. Aí comecei a jogar melhor, agredir mais e o cara comecou a errar também e fui buscando game por game até conseguir virar e fechar o set por 7x5. Depois disso, ganhei muita confiança e comecei bem o segundo set abrindo 4x2. Aí foi que o jogo mudou: no primeiro ponto do game, eu fui buscar uma bola no meu contrapé, e quando arranquei, meu tornozelo ficou no chão. Caí na mesma hora no chão sentindo muita dor, tinha torcido o tornozelo. O fisioterapeuta veio na mesma hora e comecou a analisar a situação. Nos 2 primeiros minutos, nem conseguia mexer o tornozelo, mas depois foi ficando um pouco melhor. Ele tirou meu tênis e colocou uma espécie de faixa no meu tornozelo, muito apertada, nem conseguia sentir meu tornozelo, mas pelo menos daria pra tentar voltar pro jogo, afinal só faltavam dois games pra fechar o jogo. Acabei voltando pro jogo, mas logo percebi que seria difícil, meu tornozelo enfaixado estava sem mobilidade e o cara comecou a pôr a bola na quadra e me fazer correr. Logo perdi 3 games seguidos e fiquei atrás no placar por 5x4. Aí fui sacar, e o cara abriu 15x40 e teve duas chances de fechar o set (set point). Inexplicavelmente, acertei duas bolas mágicas e voltei pro game, fechando depois e empatando em 5x5. Nesse momento percebi que teria que ser agressivo pra poder ter chance de ganhar, teria que ir pro risco e evitar as longas trocas de bola. Foi isso que eu fiz, e em dois games disputadíssimos consegui fechar o set em 7x5. Foi muito boa essa vitória, o técnico ficou muito feliz comigo, disse que estava muito orgulhoso e ainda por cima, eu coloquei a Georgia State de volta na briga pelo confronto. Assim que acabou meu jogo, o confronto ficou 3x2 para a Winthrop University e dois jogos ainda estavam em quadra no terceiro set. Então se ganhássemos os dois, ganharíamos o confronto. Mas, infelizmente, o Juan Pablo perdeu de 6x4 no terceiro set e o confronto terminou 4x3 pra eles (o Victor até ganhou o jogo dele, mas não adiantou).

Fiquei triste pela derrota do time, mas feliz pela minha vitória, que foi heróica. Depois do jogo, quando a adrenalina começou a baixar e o meu corpo esfriar, percebi que meu tornozelo estava realmente ruim, ele ficou inchado e eu tinha dificuldade pra pisar, e pra piorar, meu dedão tinha voltado a doer mais forte que antes, o efeito do remédio estava passando. O consolo foi a minha vitória, ela foi essencial pro técnico perceber que eu não estou fazendo corpo mole, fingindo as lesões. Estava com medo que ele pensasse isso.

Depois voltei pra casa, tomei um banho relaxante, fiz um gelo e fui pro ap. do Spinks. Ele mora no mesmo prédio que a gente, dois andares acima do nosso ap. e nos convidou (eu e Victor) para jantar com ele porque ele tinha feito comida. Foi muito legal, ele é muito gente boa e fez um macarrão muito bom pra gente; ficamos lá vendo um filme, mexendo na net e ainda falei com meus pais pelo Skype. A tia Adriana e o tio Márcio estavam lá na minha casa e pude conversar com eles também. Foi uma noite bem agradável.

Programei-me para ir em uma igreja amanhã. Havia mandado um scrap pro Fernando Albernaz, pedindo que ele me indicasse uma igreja aqui em Atlanta, e ele me indicou uma, e eu entrei no site e achei bem legal. Acho que vou lá visitar amanhã. O nome da igreja é Northpoint Community, e é enorme. Eu acho que vou na filial (Buckhead Church) porque parece ser tão legal quanto e é mais perto e mais fácil de ir de metrô.

Obs: Esqueci de falar que teve um acidente bem forte aqui na nossa rua hoje, veio polícia, ambulância e tudo. O cara bateu no poste, capotou o carro e fez um estrago por aqui. A foto está acima.

Domingo, 7 de março

"Hoje é domingo, vou me aprontar e ao meu vizinho vou convidar..." não lembro o resto da música, mas acordei lembrando dela. Era a música que minha mãe cantava pra mim quando ela me acordava aos domingos de manhã pra ir pra EBD, hehehe. Que saudade ser despertado pela minha mãe, com carinho, café na cama e etc. O meu despertador aqui é muito bruto. Quando dá a hora, ele começa a gritar: " Time to wake up, time to wake up, time to wake up, time to wake up". É muito irritante, vocês não fazem idéia. Ainda quebro ele um dia, hehehe. Infelizmente, acordei com o meu pé bem inchado e meu dedão doendo.

Hoje foi um dia tranquilo, eu e Victor acordamos tarde, ficamos de bobeira na net, vimos vídeos e etc. Aí lá pras 2 horas, decidimos cortar nosso cabelo; meu cabelo tava muito bizarro, muito grande, volumoso e já tava me irritando. O Victor comprou uma máquina de cabelo, e ele mesmo cortou o meu cabelo, com a condição que eu cortasse o dele depois. Foi muito engraçado, o meu cabelo ficou até bom, ele cortou bem, e eu fiz o meu melhor com o cabelo dele, mas ficou bom também. Sei que as más línguas vão dizer que esse foi um programa um tanto quanto gay, mas nós não confiamos nos cabeleireiros daqui. Ontem, o Spinks apareceu com um corte de cabelo horrível, então a gente preferiu fazer um serviço caseiro e de graça, hehehe.

Depois disso, fomos almoçar aqui por perto mesmo. O Victor aceitou ir à igreja comigo, ele disse que a última vez foi há mais de anos, e ainda soltou essa frase: "Quando minha vó souber que eu fui à igreja, ela vai morrer de infarto de tanto orgulho", hehehe. Eu ri demais, esse moleque é muito engraçado.

O culto era às 6 horas, e programamos pegar o metrô às 5 e 10, no máximo, acabamos saindo atrasados, nos perdemos um pouco no caminho e acabamos chegando 20 minutos atrasados. O ruim foi que peguei só uma música do louvor, e o louvor aqui é animal, muito alto nível. A igreja é fantástica, estrutura sensacional, áudio, iluminação, vídeo, tudo muito bem feito. O pastor (Andy Stanley) é um dos 10 cristãos mais influentes dos EUA e a mensagem dele é muito boa. Gostei muito da igreja, do culto, das pessoas e com certeza voltarei mais vezes. Fiquei muito feliz de entender a pregação toda em inglês, até as piadas, hehehe.

Depois do culto, fomos dar uma conhecida na igreja; visitamos o ministério do High School, que é muito massa. É um andar com mesas de sinuca, fliperama, Nintendo Wii, X-BOX e etc. Muito alto nível. O Victor gostou da igreja, disse que vai voltar comigo nas outras vezes (muito por causa das loirinhas de olhos azuis que ele viu, mas já é um começo, hehehe).

Depois, lanchamos por lá mesmo, pegamos o metrô de volta e ficamos de bobeira o resto da noite. Falei com os meus pais no Skype e contei as novidades, foi muito legal.

Obs: quem quiser saber mais dessa igreja, pode ir no site: http://www.buckheadchurch.org/.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Caminhozinho artesanal! Hehehe
Sente o drama!!!
Clamsom University!
Lucas Thomaz, eu (bizarro nessa foto) e Victor
Eu e Sarah (minha vizinha do time de soccer lá no bar onde ela trabalha)
Piedmont Park (lugar onde a gente treina). Muito bonito!!
Come on Georgia State. Push!!!
Ih ! Agora ferrou tudo!!

Hoje é domingo, dia 21 de fevereiro, e é o único dia que eu consegui algum tempo nessa semana pra escrever no blog. Essa semana foi puxadíssima pra mim, tive provas, trabalhos, treinos e confrontos. Cheguei no meu ponto mais alto de stress e falta de tempo; dormi uma média de 4 horas por dia, estou com uma tendinite na mão que tá ficando cada vez pior, vi meu Mengão dominar o foguinho, perder bilhões de gols e sair derrotado em um jogo totalmente atípico. Mas, também, teve coisas boas, diversão e novas aquisições.
Não vou escrever mais tão detalhadamente como eu escrevi nos outros posts, pois todos que estão acompanhando meu blog já sabem da minha rotina de aulas e treinos, então vou deixar esses detalhes de lado e vou começar a escrever sobre acontecimentos marcantes, engraçados ou interessantes que forem acontecendo. Essa semana vou fazer um resumão de tudo de importante que aconteceu. Se eu lembrar né? Mas também se eu não lembrar, foi porque não foi marcante o suficiente para estar nesse post, hehehe.

Obs: O boneco de neve bizarro do último post não fui eu quem fiz, já estava lá e eu só tirei foto, se eu tivesse feito não seria tão bizarro assim.

Segunda-feira (15 de fevereiro)

Acordei com a certeza de que iria nevar, a probabilidade mostrava 90% de chance de neve no domingo à noite e o cancelamento das aulas parecia ser inevitável. Eu estava contando muito com isso porque tinha trabalho pra entregar tanto pra IEP como pra História, e ainda tinha prova de segunda chamada de História às 12:15 na sala do professor e não tinha feito nem os trabalhos nem estudado pra prova, por absoluta falta de tempo. Na verdade, tinha estudado pra prova na semana passada, mas como deixei meu livro de História no hotel, no Tenessee, não deu pra estudar do jeito que eu queria.
Mas aí aquela "bosta" de previsão do tempo errou feio, e quando acordei segunda de manhã o céu tava azulzinho. Eles previram neve e o dia foi de sol, nunca vi isso, fiquei muito nervoso, tudo culpa dessa metereologia bizarra. Decidi não ir pra aula porque não tinha feito o trabalho; depois inventaria uma desculpa pro professor pra ver se podia entregar mais tarde. Isso não é muito comum aqui, mas eu sou atleta e muito amigo dos professores e eles acabam me ajudando, quando podem. Mas não deu pra fugir da prova de História; tive que fazer. Não fui mal, mas longe de ter ido bem. Como não era múltipla escolha, foi muito difícil por em inglês o conhecimento que eu tinha da matéria, mas fiz meu melhor.
À tarde, não tivemos treino e eu fui pro Learning Lab começar minha maratona de estudos e trabalhos. No total, eu tinha um trabalho de 4 páginas de História sobre um livro que eu nem tinha tido tempo de ler pra segunda-feira (mas o professor deixou eu entregar na terça), outro trabalho de Sociologia de 4 páginas sobre Problemas Sociais pra quinta, e outro de IEP que era uma redação de 3 páginas sobre AIDS pra sexta.
Resumindo, fiquei mais de 7 horas fazendo esse trabalho de Históra e não consegui terminar, terei que terminar na terça mesmo. Fui dormir às 2 da manhã.

Terça(16 de fevereiro)

Fui pra aula de Sociologia e CDLP, almocei, treinei, tive tutoria e às 20 horas fui terminar o trabalho de História que tinha que mandar ainda hoje pro e-mail do professor. Só acabei o trabalho às 2 e 30 da manhã, portanto, fiquei mais de 11 horas, no total, fazendo esse trabalho. Tive que procurar milhões de resumos na internet sobre o livro e depois entender o que o professor tava querendo. Foi difícil, mas consegui terminar. Fui dormir às 3 da manhã nesse dia.

Quarta (17 de fevereiro)

Tive minhas aulas de História e IEP, treinei, e às 21 horas daqui (depois do jogo do Mengão) comecei meu trabalho de Sociologia que era pra entregar amanhã. O trabalho é muito chato, consiste em pegar uma matéria de jornal sobre um problema social e responder um monte de perguntas que a professora pede (temos que fazer esse trabalho 5 vezes durante o curso com diferentes problemas sociais, com tema e diferentes perspectivas sociais). É muito trabalhoso, tem que usar várias fontes, usar exemplos do livro, de uns sites lá, é bem chato. Terminei esse trabalho lá pelas 3 da manhã; nesse dia já tava exausto, não conseguia dormir mais que 4 a 5 horas por noite. Saía de casa às 7 e 30 da manhã e voltava só as 9 da noite; ritmo puxadíssimo e cansativo; tava estressado, cansado e ainda por cima, nervoso ao ver o Botafogo ganhar do Flamengo daquela forma bizarra. O adversário parecia time pequeno, só chutão pra frente e bola alçada na área. Mas o Mengão jogou bem e foi um resultado injustíssimo, então isso foi um consolo. Isso é futebol. Parabéns ao Botafogo, ele precisava de uma vitória assim depois de tanto sofrimento nos últimos anos.

Quinta (18 de fevereiro)

Acordei às 7 da manhã, fui pra aula de Sociologia e entreguei o trabalho, depois para a aula de CDLP (o professor colocou umas músicas no YouTube e ficou dançando, muito engraçado). Almocei, treinei (temos jogo amanhã contra Florida A&M), jantei e fui fazer meu trabalho de IEP que era pra amanhã. Comecei às 19 horas e tava disposto a terminar às 22 horas pra poder descansar bem e tirar o sono atrasado pra jogar bem amanhã. Mas não consegui cumprir o prazo que eu estipulei pra mim mesmo e só terminei o trabalho às 23 e 50. Então dormi tarde de novo, mas pelo menos vai dar pra dormir umas 6-7 horas, que já é um grande avanço. Nosso jogo amanhã é às 2 horas da tarde, mas tenho aula antes. Hoje dormi o famoso "sono do justo", finalmente acabaram os trabalhos dessa semana, que foi a mais difícil, academicamente falando, de toda a minha vida, mas a sensação de dever cumprido que eu senti hoje foi uma das melhores sensações de todas. Como é bom terminar uma tarefa! Nessa semana não tive tempo nem de sentir saudades, hehehe.

Sexta (19 de fevereiro)

Tive aula de História e depois de IEP. Quando entreguei minha redação sobre AIDS, recebi uma má notícia, o trabalho estava incompleto. Tinha algumas coisas a mais que eu tinha que fazer (quase chorei nessa hora), mas ela me deu até a próxima segunda pra entregar o que tá faltando. Eu fico paparicando todos os professores aqui, mando e-mail, elogio a aula, falo da minha dificuldade com a língua e eles sempre acabam aliviando pra mim quando eu preciso. Esse é o lado bom de ter uma boa relação com os professores. Se fosse qualquer outro, eles não seriam tão tolerantes.
Depois almocei correndo e fui pro jogo. O time deles (Florida A&M ) é todo formado por negões, é até engraçado, os negões são todos gigantes. Os caras tinham um grito de guerra onde todos ficavam pulando e gritando umas coisas bizarras lá. Deu até medo. Ganhamos o ponto de dupla, então saímos já com 1x0 no placar. Depois vencemos mais 4 simples e fechamos o confronto em 5x2. Eu ganhei o meu jogo, joguei mais ou menos, perdi o primeiro set de 6x1 jogando muito mal, mas o cara também tava bem, depois melhorei e ganhei de 6x1 e 6x2. Foi um bom resultado, vitória importante, mas a má notícia é que fui diagnosticado com tendinite na mão. Já vinha sentindo muitas dores na mão direita e quanto mais eu jogo, mais piora. Saí do jogo com muita dor e o pior é que tinha confronto no domingo contra Clamsom University (time muito bom) e, provavelmente, não estaria 100%. Por outro lado, recebi a notícia de que tirei 100 no meu teste de História. Calma, eu não tive tantos méritos assim; o professor deu vários pontos pra todo mundo porque todo mundo foi mal e a prova tava muito difícil. Então, como a prova valia 15, ele abaixou o valor da prova pra 10, mas continuou a contar 15 questões. Uma confusão, mas que me ajudou muito, pois eu tinha tirado exatamente 10. Em compensação, a segunda prova que valeria 15, agora valerá 20, e não vai ter mais moleza. Fiquei muitooo feliz com essa notícia, um alívio e tanto. Depois dormi cedo pra recuperar o sono acumulado.
Sábado (20 de fevereiro)

Acordei às 9 horas e fui treinar. Treininho foi bem ruim, minha mão tá só piorando e tá cada vez mais difícil jogar tênis. Falei com meu treinador, mas ele disse que precisa de mim amanhã. Disse que vai me dar um remédio pra dor pra eu jogar amanhã e pra eu tentar não pensar na dor. Pra ele é fácil falar, né? hehehe.
Depois do treino, tomei um banho e fui pro Lenux (shopping) de metrô com o Victor e com o Lucas. No metrô, entrou uma mulher linda e perguntou pra gente se esse metrô ia pro Lenux, aí a gente falou que ia e talz. Aí depois a gente ficou comentando em voz alta em português, como já é de costume:
- Nossa, linda essa, hein! (Victor)
-Demais, nessa eu ia fácil! (Eu)
-Essa eu pegava fácil também! (Lucas)
Aí de repente ela vira pra gente e fala:
-Fácil, fácil assim, é?
A gente gelou, ela era brasileira e tava entendendo tudo que a gente tava falando, fiquei com muita vergonha e muita vontade de rir ao mesmo tempo. Foi um momento muito tenso e ficou um climinha estranho. Mas aí a gente até ficou amigo dela, ficamos conversando e talz, ela falou que é carioca e que trabalha numa companhia de circo aqui como bailarina. Até andamos juntos no shopping, trocamos contatos, mas foi muito engraçado na hora, ainda bem que ela levou na esportiva!! hehhhehehehe.
Não comprei nenhuma roupa hoje no shopping, mas fiz uma boa aquisição: Comprei meu celular. Como sou humilde, comprei o mais barato que tinha, e com o plano mais barato também. Meu celular saiu por 20 dólares e o meu plano é pré-pago; coloquei 25 dólares de crédito e tenho direito a falar 130 minutos =). E das 7 da noite às 7 da manhã eu não pago por nenhuma ligação.
O ruim é que vc paga quando faz ligação e quando recebe também, mas eu tenho crédito pra gastar agora. Se alguém estiver interessado, meu cel é: 6786430496 . Já está com o código de Atlanta, se alguém quiser me ligar é só colocar o código dos EUA e discar esse número. Se der, me liguem entre 7 da noite e 7 da manhã daqui. Atlanta é duas horas a menos do horário de Brasília, mas se alguém me ligar, já vou ficar tão feliz que pode ser a qualquer hora do dia!! hehehhe.
Saindo do Lenux, fomos para o bar onde as nossas vizinhas do time de soccer trabalham. Foi muito legal, o lugar é muito bom, é tipo um bar balada. As meninas ficaram felizes por termos ido lá visitá-las. Ainda teve uma festa fechada lá hoje que a gente pôde participar, muita gente. Aí voltei pra casa porque amanhã temos nosso confronto contra Clamsom University.

Domingo (21 de fevereiro)

Partimos às 10 horas da manhã rumo a Clemsom. A viagem durou cerca de 2 horas e foi bem tranquila, fui ouvindo meu Ipod de buenas. A facul de Clemsom é iradíssima, muito bonita mesmo, campus gigantesco, estrutura extraordinária, gente bonita. Almoçamos na Subway e jogamos às 3 da tarde.
Perdemos o ponto de duplas, e depois perdemos mais 4 simples . O confronto acabou 5x2 pra eles. Eu perdi meu jogo de 6x1 e 6x2. Minha mão hoje doeu demais, tomei 2 remédios pra aliviar a dor, mas não adiantou muito não, a dor me limitou muito. O cara pra quem perdi jogava bem, mas era totalmente ganhável. O coach não gostou da nossa derrota, mas o time dos caras também era bom e o resultado foi justo. Nosso próximo jogo é contra Georgia Tech, nossa rival de Atlanta, no sábado. Vou tentar recuperar minha lesão até lá pra poder fazer um bom papel. O jogo vai ser dificílimo porque os caras estão entre os 40 melhores times de tênis dos EUA, mas vamos tentar fazer o melhor.
Na volta à Atlanta aconteceu uma das situações mais cômicas de todas. Eu estava dormindo, tranquilão, ouvindo meu Ipod, quando o Victor me acorda rindo e apontando pra janela. Quando eu olhei, a gente tava no meio da selva. O assistente técnico seguiu o GPS e foi parar numa pista sem saída, numa rua hiper estreita e totalmente escura. Ainda tinha uma casa mal assombrada por perto, muito bizarra. Aí ele foi tentar fazer a manobra pra dar ré, mas a rua era muito estreita e a gente teve que manobrar um pouco pra grama que era uma descida, aí quando fomos dar a ré pra sair da grama nosso carro atolou completamente. Não ia pra trás de jeito nenhum, e a gente não podia ir pra frente porque era meio que um buraco e a van ia bater de bico. Ficamos completamente sem saída. Aí todo mundo desceu do carro e tentou empurrar a van pra trás, mas não obtivemos sucesso. Foi quando chegou um caminhão que também se perdeu por causa do mesmo GPS e tentou ajudar a gente. Prendemos uma corda no caminhão e outra atrás da van, e o caminhão puxou a van, mas ela não saia do lugar e a corda acabou arrebentando. Parecia não ter solução e o lugar que estávamos era completamente escuro e com essa maldita casa ao fundo. Aí todo mundo foi pra mata tentar achar pedaços de madeira e pedra pra colocar no buraco pra fazermos um caminhozinho pra van poder passar sem bater de bico. Parecia filme de terror. Depois de 30 minutos catando pedras e madeiras e colocando no buraco, achamos qua já dava pra tentar passar a van por lá. Foi muita expectativa; o Victor filmou tudo com a câmera dele, logo estará disponível no Youtube e eu passarei o site pra vocês. A van foi andando com cuidado, o Spinks ia guiando o Scott (assistente técnico e motorista) e, finalmente, conseguimos passar. Foi muito engraçado, todo mundo pulando, se abraçando, vibrando e rindo muito. Foi um momento marcante, ficamos mais de 1 hora e 30 na "selva", hehehehe.
Como todos estavam morrendo de fome, paramos no McDonald's. Comi aquele BigMac e completei com um MC Chicken. Tem um moleque no nosso time (Spinks) que come muitoooo, absurdamente muito. Só pra vc ter uma idéia, ele pediu simplesmente 11 Mc duplos. Todo mundo zuou muito ele, mas ele comeu os 11. Simplesmente inacreditável. Obs: o Mc duplo e o Mc chicken aqui custam 1 dólar cada. Uma delícia!
Com esse imprevisto na viagem de volta, acabamos chegando em Atlanta só às 11 e 50 da noite, e eu tinha que fazer o complemento do meu trabalho de IEP. Terminei tudo às 2 da manhã e mais uma semana termina com o Lucas dormindo tarde pra fazer trabalho. É a vida, é bonita e é bonita!!!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Boneco de neve bizarro


Hotel Holliday Inn

Paisagem congelada na viagem

Paisagem da viagem

The Panther

Tomando uma neve

Atlanta

Samford University


Samford University


Voltando do Shopping


Hotel Holliday Inn



5 de fevereiro

Acordei às 9 e 30, a gente ia viajar às 11 horas, então deu tempo de ir à cafeteria, comer aquele omelete delicioso (cada vez me surpreendo mais com esse omelete). Partimos às 11 horas e no meio da estrada paramos pra comer na Subway. Depois seguimos viagem e chegamos em Birmingham, no Alabama, em 2 horas. A cidade é bem legalzinha, não é grande como Atlanta, mas é bem simpática, cidade rica, muitas casas bonitas e as meninas lindinhas, todas loirinhas, hehehe.
Não podíamos dar entrada no hotel porque não eram 3 horas ainda, então o técnico levou todo mundo pro shopping. Muito legal o lugar, comprei minha primeira roupa (uma polo da Abercrombie de 18 dólares), muito massa. Ficamos lá por 1 hora e depois fomos pro nosso hotel. Nosso hotel (Holliday Inn) é sensacional; o quarto é muito alto nível: uma cama de casal pra cada um, banheirão com banheira e tudo. Tivemos 1 hora e meia livre no hotel e depois saímos pra universidade onde ia ser o confronto, lá na Samford University. A faculdade era muito linda, o campus gigante, com uns prédios massas, campão de futebol americano no meio, muito bonito mesmo.
Jogamos contra a UAB (University of Alabama Birmingham), time muito bom. Eles ganharam o ponto das duplas (nosso time perdeu os 3 jogos de duplas), e depois ganharam as 3 de simples, assim nos venceram no confronto. Eu joguei com um moleque bom, perdi de 6x3, 3x6 e 6x3. Joguei de forma razoável, mas fiquei muito triste porque dava pra sair com a vitória; errei nos momentos importantes e isso fez a diferença. Fiquei muito abalado naquela noite, não conseguia parar de pensar nas bolas que eu errei e que poderiam ter mudado o jogo. O jogo acabou quase 1 da manhã, foi bem demorado, o técnico não ficou feliz com a nossa derrota, mas disse que isso ia servir de aprendizado pras próximas partidas.
Acabei dormindo umas 2 da manhã, muito cansado, mas nem dava pra descansar muito porque 6 e 30 já tinha que estar de pé pro outro jogo. A vida não tá fácil não.

6 de fevereiro

Às 6 e 30 já estava de pé, morto de cansado e os olhos teimando em não abrir. O técnico marcou com todo mundo às 7 no café da manhã. Saímos do hotel às 7 e 45 e fomos para a mesma facul, mas agora pra jogar contra o time da casa (Samford University). O time deles é bom também, sabíamos que teríamos dificuldades, e todos estavam bem cansados porque ninguém conseguiu descansar direito. Mas o time se comportou muito bem, ganhamos o ponto de duplas (eu joguei bem melhor do que na noite passada) e depois vencemos mais 4 partidas de simples e ganhamos o confronto. Eu joguei contra um cara tão bom quanto o que eu tinha jogado ontem, mas minha postura foi bem diferente, joguei bem melhor, agressivo e consegui sair com a vitória por 6x4 e 6x3. Fiquei muito satisfeito com meu jogo, sabia que eu podia render mais do que tinha rendido na noite passada. O coach me elogiou muito, disse que eu consegui aprender a lição de ontem e aplicar hoje na quadra. Depois do jogo partimos rumo à Atlanta. Foi a nossa primeira viagem e deu pra aproveitar bem e aprimorar o jogo. Não temos muito tempo pra comemorar porque amanhã já temos mais um confronto contra a University of North Georgia. Chegamos em Atlanta às 4 horas e não fiz muita coisa, além de estudar um pouco, descansar bem e comer um Mc Donald's, pra variar.

7 de fevereiro

Hoje foi realmente difícil acordar, meu corpo tava muito doído dos dois jogos anteriores. Acordamos às 7 e 30 e fomos pra a Sports Arena, que era o lugar que a van ia nos pegar. O dia tava muito frio, cerca de 2 graus, mais um bom motivo pra ficar na cama, pena que essa não era uma opção possível.
O bom foi que a University of North Georgia era bem fraca e não exigiu muito esforço nosso. Ganhamos de 7x0 (simples e duplas). Joguei bem abaixo do que eu posso (muito por causa do cansaço e do frio), mas meu adversário era inferior, então não tive problemas para vencer por 6x2 e 6x3. Agora estamos com 4 vitórias e 1 derrota na temporada. Saindo do jogo, almocei e fui pro Learning Lab fazer algumas horinhas semanais obrigatórias; vi o Mengão vencer mais uma (com os reservas em campo), e descobri que nosso adversário na semifinal é o Foguinho (quarta- feira de cinzas que nos aguarde).
Fui pro meu ap. e terminei alguns deveres que tenho que entregar amanhã na minha aula de IEP. Falei com meus pais no Skype, e o Caco cantou e tocou uma música no teclado ao vivo pra mim, e com essa bela imagem encerrei minha noite, hehehe.

8 de fevereiro

Hoje não tive aula de História, então acordei só às 8 e 30. Tive minha aula de IEP e recebi uma boa notícia: tirei 98 no meu "In class timed writting", minha maior nota até agora e acredito que seja até o final do curso, hehehe.
Depois almocei e aproveitei o dia off de treino para ir ao Lenux, um shopping aqui de Atlanta. Foi muito legal minha aventura, fomos eu, Victor, Calvin e Jackson (do time de tênis) e Kir (do time feminino de tênis). Andamos até o Marta (sistema integrado de transportes de Atlanta) e pegamos o metrô até ao shopping. Fiquei impressionado como Atlanta é grande, até hoje não tinha saído de perto da universidade, mas a cidade tem muita coisa legal pra conhecer, preciso comprar meu carro imediatamente, hehehe.
Chegamos ao shopping e fomos às compras. Separamo-nos porque os americanos não iam querer ficar com os brasileiros (a gente queria ver coisas diferentes do que eles queriam). Então eu e Victor fomos dar uma andada e analisar os preços. As coisas aqui são muito em conta em relação ao Brasil, andamos em várias lojas legais: Abercrombie, Diesel, Calvin Klein, American Eagle, Oakley, Polo, Apple e várias outras. No total, gastei 100 dólares, comprei 3 camisas (Abercrombie, American Eagle e Aeropostale) e um casaco da Oakley. Já sei que o Léo vai criticar minhas roupas como ele sempre fez, mas gostei muito de todas as minhas aquisições. Já marcamos de voltar outro dia porque tem muita coisa pra comprar ainda. Daqui a pouco chega a continha pra vocês, mãe e pai!!! Hehehe.
Voltamos de metrô já no final da tarde e fomos pra casa. Há 3 meninas do time de soccer da faculdade que moram na porta da frente do nosso ap, aí hoje elas vieram pra cá e ficaram aqui com a gente a noite inteira ouvindo música e conversando. Foi muito bom, as meninas são muito gente boa, acabei dormindo só 1 da manhã. Tinha que acordar logo depois, às 6 e 30; já tô sofrendo por antecipação. Tô achando seriamente que eu vou levar W.O dessa aula de Sociologia nessa manhã; vamos ver como eu acordo.

9 de fevereiro

Como já tinha previsto ontem, não consegui ter forças pra acordar pra ir pra aula de Sociologia, tava muito cansado e precisava dormir até mais tarde pra me recuperar. Como a aula de CDLP havia sido cancelada, preferi matar a aula de Sociologia e usar essa manhã pra me recuperar física e mentalmente, hehehe.
Treinaríamos à tarde, mas como estava chovendo o técnico cancelou o treino. Esse cancelamento foi essencial para mim, tinha prova de História no dia seguinte e havia muita coisa pra estudar, então planejei ficar no Learning Lab a tarde toda completando minhas horas e estudando pra minha prova de História amanhã. Dito e feito, depois de malhar fui pro Learning Lab e fiquei lá de 2 às 6, só estudando pra prova de História; foi cansativo, mas deu pra dar uma pincelada na matéria toda. Antes de hoje eu tava boiando completamente em História, agora dá, pelo menos, pra saber do que se trata. Depois fui voando comer, porque às 7 horas eu tinha tutoria. A minha tutora deixou eu usar o horário da tutoria pra estudar um pouco mais pra minha prova de História amanhã. Então, no geral, cheguei a estudar mais de 6 horas pra minha prova amanhã e ainda não tô muito confiante. Falta estudar um pouco mais pra ficar mais seguro.
Cheguei em casa às 9 e 30 da noite e tive uma notícia muito boa: já estamos com internet no quarto! Tem dois caras do time (Spinks e Henry) que moram no mesmo prédio que a gente, dois andares acima, e eles colocaram wireless no ap. deles e o sinal chega bom pra gente. Então, vamos ajudar na mensalidade (6 dólares pra cada) e ter wireless em casa. Mas a noite ainda não tinha acabado, e como o Spinks ia pra casa do irmão dele a gente pediu pra ele nos levar ao mercado e nos pegar na volta. Compramos umas comidas pro nosso ap; eu comprei cabides pra organizar meu closet, balinhas e etc... Foi só pra dar uma abastecida de leve na despensa.

10 de fevereiro

Hoje tive aula de História às 9 horas (a minha prova seria só 12:15 porque era segunda chamada). A aula foi uma discussão sobre um livro que a gente tinha que ler, mas como eu não li quase nada (não tive tempo), eu fiquei meio boiando, participando só quando era necessário. No fim da aula, meu professor disse que não poderia aplicar a prova hoje porque o filho dele estava doente e ele teria que voltar pra casa, então remarcamos para sexta-feira no mesmo horário. Nem sei se foi ruim ou bom; o bom é que agora tenho mais tempo pra estudar, e o ruim é que eu estava com a matéria fresca na minha cabeça por causa da maratona de estudos de ontem. Depois tive uma aula tranquila de IEP e fui almoçar.
Hoje o treino foi pesado. O técnico me deu treino individualmente numa quadra separada, ele trabalhou alguns fundamentos comigo e depois me fez correr que nem um condenado, mas foi um bom treino.
Cheguei na facul, jantei e fui direto pra casa aproveitar minha internet no quarto. Hoje tinha o começo da Libertadores e eu queria acompanhar alguns jogos. Mas a diversão da noite veio de outro torneio: a Copa do Brasil. E adivinha quem foi o protagonista? O Foguinho né, pra variar. Aquele timinho conseguiu perder pro São Raimundo, e olha que não é aquele time tradicional de Manaus não, é o genérico do Pará, heheheh. Só rindo mesmo, viu? O Botafogo cada vez envergonha mais a sua já sofrida e pequena torcida. Tio Maurício e Guizão, ainda tem vaga na torcida do Hexacampeão Brasileiro,viu? Sobre os Liminhas eu nem comento mais.
Depois, as minas do soccer vieram aqui de novo e ficamos só ouvindo música e relaxando. A Sarah (uma delas), chegou até a conversar com o Birru no meu MSN, e o Birru já começou a arroizar, heheheh, zueira Birras. Ela pediu pra eu publicar essas palavras que ela escreveu em espanhol e italiano pensando que era português: "Vivo Atlanta. Amare la vita. Te amo Sarah. Bella es muy bonita. Lucas es guapo. Bridget es alta. Lani tiene pello negro y mucho bonita. Buenos noches. Hasta mañana. Perdon senorita. Lo siento amigo. Como te llamas, donde vive?" Prestem atencão no "Lucas es guapo", hehhehe.
Acabei dormindo tarde de novo, e 6 e 30 da manhã tenho que estar de pé. Teremos um confronto às 3 da tarde, então será um longo dia!

11 de fevereiro

Acordei naquela preguiça matinal, enrolei e acabei perdendo o café. Tive que ir direto pra aula de Sociologia e ainda cheguei atrasado (é o espírito do Teu baixando em mim), hehehe. A aula até que foi legalzinha, a gente tá aprendendo sobre desigualdade de raças e tem uns dados interessantes que a professora passa pra gente. O racismo aqui nos EUA é forte dos dois lados, tanto do branco para com o preto, quanto do preto para com o branco. E viva o latino que fica no meio do fogo cruzado, hehehe.
Depois tive aula de CDLP, que foi muito boa. Teve vários debates e todo mundo que queria participar tinha que subir em cima da mesa do professor pra falar. Foi muito engraçado, eu não subi, tenho medo de falar besteira, meu inglês ainda não é tão bom, mas foi muito divertido.
Saí da aula e fui pra cafeteria almoçar; nosso jogo hoje ia ser às 3 horas, mas a gente tinha que estar pronto às 13:15. Comi rápido e fui lá pro vestiário masculino onde tem um sofá, pra tirar uma soneca antes do jogo. Estava com muito sono por não ter dormido direito na noite passada. Consegui dormir pelo menos 1 horinha, deu pra aliviar um pouco o sono.
O nosso jogo foi aqui em Atlanta mesmo, mas na universidade do nosso adversário (Oglothorpe University). Chegamos lá às 2 da tarde. A facul é pequena, mas bem legal, os prédios parecem com os de Hogwarts, uns castelinhos de pedra muito maneiros, hehehehe.
Começamos nosso aquecimento lá pras 2:15 e o jogo começou às 3. Ganhamos tranquilo, nosso time era bem melhor que o deles. Ganhei meu jogo de duplas e depois o de simples (6x4 e 6x2). Joguei o suficiente pra ganhar, mas estive longe de jogar meu melhor tênis. Mas valeu pela vitória da equipe; estamos com 5 vitórias e 1 derrota na temporada. O próximo jogo é fora de casa contra a Tenesse Tech, lá em Cockville, Tenesse. Já viajaremos amanhã, cerca de 4 horas e 30 de viagem.
Cheguei na facul, jantei e fui direto pra casa. Fiquei no laptop, falei com a minha família no Skype por mais de 1 hora e meia (foi bom pra recarregar a bateria); arrumei minha mala pra amanhã e fui ver se conseguia colocar as músicas no meu Ipod novo. Fiquei mais de 3 horas fazendo isso. Tive que baixar um programinha para pôr as músicas do meu Ipod antigo no Itunes e depois do Itunes pro meu Ipod novo, e às 2 da manhã consegui terminar tudo. Aí fui direto pra cama e apaguei.

12 de fevereiro

Hoje dormi até às 10 e 30; não tive aula de História e nem fui pra aula de IEP (não ia ter nada de importante hoje), aproveitei pra estudar um pouco pra minha prova de História que seria às 12:15. Só seria, porque de novo ela foi adiada. A universidade toda fechou ao meio dia por causa da neve. Então a prova foi mais uma vez adiada, agora pra segunda-feira. Hoje nevou bastante aqui em Atlanta; ainda fico meio mongol com a neve, é só a segunda vez que eu vejo (a primeira foi aqui mesmo na minha primeira semana).
Viajamos às 2 horas, a viagem durou 4 horas e 30, mas como eu estava com o meu Ipod, foi mais de boa. A paisagem tava bem bonita, toda vegetação coberta de neve, uns lagos congelados, bem bonito.
Chegamos em Cockville, Tennesse, e fomos pra o hotel (muito bom). Deixamos nossas coisas e fomos treinar nas quadras que a gente vai jogar amanhã. O tempo tá muito frio, mas as quadras são cobertas e climatizadas, então isso não vai ser um problema. Treinamos por cerca de 1 hora e depois voltamos pro hotel. O técnico fez uma reunião rápida no quarto dele falando sobre o jogo de amanhã e depois fomos para nossos respectivos quartos para ter uma boa noite de sono.

13 de fevereiro

Acordei às 8 e 30 e fui tomar café no restaurante do hotel. Partimos para as quadras onde seria o confronto às 10 da manhã. O lugar era meio longe do hotel e por isso levamos 45 minutos para chegar lá. Aquecemos para o jogo, mas eu não tava muito confiante, a bola na quadra coberta estava muito mais rápida do que normalmente, e isso dificultou um pouco meu jogo. Ganhamos o ponto de duplas e depois fomos para as simples, e aí é que começa o problema. De 6 jogos de simples, nós perdemos 5. A maioria do time jogou muito abaixo do esperado, inclusive eu. Perdi de 6x4 e 6x3 pra um moleque que não podia perder de jeito nenhum; ainda machuquei meu dedão da mão e isso acabou me atrapalhando muito, mas mesmo assim podia ter vencido. O técnico ficou muito chateado com todo o time, e com razão, porque nós tinhamos um time melhor do que o Tessesse Tech e acabamos perdendo o confronto.
Não foi um bom dia pra ninguém do time, o clima ficou pesado e todos estavam cabisbaixos. Mas a pior notícia do dia não foi essa: como já diz o ditado: "Nada é tão ruim que não possa piorar" e eu, literalmente, vivi esse ditado hoje. Depois de perder meu jogo, perder o confronto e jogar mal, nós estavamos voltando na van e não chegávamos nunca ao hotel. Passaram-se 30 minutos, 1 hora, 1 hora e meia e eu e Victor zuando, entre a gente, o assistente técnico que estava dirigindo, falando que ele tava perdido e talz. Aí perguntamos pro Henry (um cara do time) se a gente tava perdido e ele disse que não sabia porque não conhecia a cidade que a gente tava indo. Aí eu e Victor olhamos um pro outro com olhar de pânico: "Como assim, outra cidade?". Resumindo: Nós pensamos que iríamos voltar pro hotel depois do jogo pra pegar nossas coisas, mas nós não voltamos e acamos deixando muita coisa pra trás. Nós já estávamos indo pra outra cidade onde nós jogaríamos amanhã. Eu deixei uma mochila com livros, cadernos e roupas, e por uma questão de muita sorte eu tinha levado o laptop comigo. Mas o Victor não teve essa sorte e deixou muito mais coisas que eu, incluindo laptop, roupas, carregador da máquina digital, livros e a necessaire onde tinha todas as coisas de higiene pessoal. Entramos em pânico, falamos com o técnico e ele ligou pro hotel. O cara do hotel disse que vai nos enviar as coisas pelo correio, mas isso deve levar alguns dias. O pior nessa história toda é que eu tenho uma prova e um trabalho de História pra entregar na segunda-feira e deixei todo meu material no hotel; isso vai me ferrar tanto, mas tanto, que eu não faço a menor idéia do que eu vou fazer. Tinha todo o resumo da prova naquele caderno. Realmente tô perdido agora.
Chegamos em Chattonoga, Tennesse (cidade onde jogaremos amanhã) e jantamos num restaurante mexicano muito bom. Pedi um burritos de frango e chilli con queso. O bom é que quando estamos em viagem, comemos só em lugar bom e não pagamos nada. Depois fomos pra outro hotel e tivemos uma reunião com o técnico onde ele falou que tava desapontado com a forma que jogamos hoje e que esperava outra postura de todos amanhã. Conversou comigo pessoalmente falando que acredita em mim e que sabe que meu jogo vai melhorar. Aí fui pro meu quarto, tomei um banho, lavei meu short e minha cueca para jogar amanhã, porque deixei todas minhas coisas no outro hotel e fiquei um pouco na net vendo as notícias. Vi que o Vasco ganhou do Flu nos pênaltis (quarta tem Mengão), e fiquei vendo futilidades como "a roupa que os famosos usaram no carnaval", hehehe. Foi bizarro! Depois acabei dormindo, e esse é um dia que não terei o menor problema em apagar da mente; que bom que acabou. Mas por outro lado, hoje foi niver da minha priminha linda, a Lalá. Já tá fazendo 18 anos. A priminha que eu peguei no colo, hehehe. Lalá, você sabe tudo o que significa pra mim, feliz aniversário, e eu te amo muito. O que me dói é saber que hoje teve um típico sabadão na chácara com direito à fut, futvolei, piscina e família, e eu perdi tudo. Mas não se pode ter tudo nessa vida, né? =)

14 de fevereiro

Acordei às 8 e 30, tomei um café caprichado com waffles e fui pro clube. Hoje tava nevando em Chattonoga e as quadras cobertas estavam bem frias. Aquecemos para o jogo e tivemos uma palestra do treinador sobre a importância de conseguir a vitória. Começamos bem o jogo e conseguimos o ponto de duplas. Depois entraram os 6 jogos de simples em quadra. Eu precisava ganhar hoje, tava muito pressionado pela derrota de ontem e precisava de uma vitória com uma atuação convincente. Mas o começo foi desanimador, estava jogando muito mal e muito travado em quadra, nada que eu tentava fazer dava certo e a derrota parecia inevitável. O cara era um negão alto, sacava muito e tinha uma boa direita. Perdi o primeiro set de 7x5 e no segundo tava perdendo de 5x2 com duas quebras contra, jogando de forma bizonha e sem esperança nenhuma de vitória. Foi aí que o jogo mudou, quebrei o saque dele, confirmei o meu e comecei a jogar melhor. Ele ficou meio pressionado e baixou o nível. Aí eu embalei, ganhei o segundo set por 7x5 e o terceiro por 6x4. Foi uma vitória de superação, mesmo não tendo apresentado o melhor tênis. Ganhamos o confronto por 5x2 e agora estamos com 6 vitórias e 2 derrotas na temporada. O técnico ficou muito feliz com a minha vitória e eu também, porque estava precisando muito ganhar esse jogo. O meu recorde pessoal agora é de 5 vitórias e 2 derrotas.
Saímos de lá e fomos almoçar. Comemos num restaurante mexicano de novo e seguimos viagem rumo à Atlanta. Chegamos por volta das 8 horas da noite e não deu tempo de fazer muita coisa; falei com meus pais pelo Skype e tentei pensar numa solução de como fazer minha prova e meu trabalho de História amanhã sem o livro, mas não consegui pensar em nada. Resumo: Tô completamente ferrado!!
Obs: Talvez neve amanhã aqui, e quem sabe as aulas podem ser canceladas. Essa é minha última esperança. Torçam pra isso.=)